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1 Novembro, 2007

É hora de parar de reclamar e crescer!

Arquivado em: Comportamento, Negócios — Tags:, , — Robson Pereira Mendonça @ 8:41 pm

Resenha de:
GRANADEIRO, Cláudia. O ritmo ainda é lento.
São Paulo, 2001.
Disponível em:
http://veja.abril.com.br/051201/entrevista.html
Acesso em: 22 out. 2007.

 “O ritmo ainda é lento”. Esse é título da entrevista concedida por aquele que é considerado o “guru” da estratégia. A entrevistadora, Cláudia Granadeiro, antes de iniciar as perguntas, traz uma breve apresentação sobre o empresário, acadêmico, escritor e “estrategista”, Michael Porter.
A entrevista abrange diversos assuntos, iniciando pela visão de Porter a respeito do Brasil, onde o mesmo cita que o país é importante para a economia mundial, entretanto, ainda é visto como uma promessa que parece nunca se realizar.

Questionado sobre a mentalidade negativa do empresariado brasileiro, Porter diz que falta confiança por parte dos empresários, e que os mesmos sempre tiveram foco no imediato, e que para obter o sucesso, é necessário pensar a longo prazo.
Dando continuidade, são abordados dois assuntos: o primeiro é a dependência do Brasil no que diz respeito à exportação de produtos primários, e o segundo é o processo de descentralização industrial em nosso país.

Na seqüência, Porter defende os EUA, dizendo que o país não é protecionista, conforme declarado pelo ex-presidente brasileiro FHC, justificando que os americanos têm um déficit de centenas de bilhões de dólares.

Logo em seguida, ele diz que a maior parte dos problemas brasileiros é interna, e que é hora de parar de reclamar e crescer. Cita ainda, que o principal do nosso país é não saber lidar com as reformas microeconômicas. Além de criticar o complexo sistema tributário brasileiro e a burocracia, que torna complicado fazer negócios no país, atrapalhando inclusive as exportações.

Porter diz ainda que as empresas confundem eficácia operacional com posicionamento estratégico, e cita também os principais erros estratégicos das empresas. Além disso, fala que a estratégia deve ser de conhecimento de todos os funcionários, para que a empresa saiba em que direção está indo.

Para fugir da imitação de produtos e serviços, Porter afirma que as empresas precisam conhecer bem seus clientes, e oferecer produtos/serviços diferenciados. Além disso, defende que é extremamente perigoso apostar na incompetência do concorrente, pois todas as empresas estão investindo na melhoria da qualidade e treinamento.

Finalizando a entrevista, ele fala acerca dos aspectos positivos e negativos do Brasil. Sobre os anos 90, que sob sua perspectiva foi uma década ruim para a estratégia. Discorre ainda sobre a economia mundial após ataques terroristas de 11 de setembro, e encerra fazendo uma avaliação positiva da ação do presidente George W. Bush frente ao terrorismo
 

A conclusão que tiro sobre a entrevista, é que os assuntos abordados vêm apenas a reforçar o que estamos cansados de saber, e que aparentemente é totalmente obscuro aos nossos governantes. Registro também uma crítica a Porter, que peca em dois pontos: ao defender o protecionismo americano e ao ser parcial no comentário referente ao Bush (talvez pelo fato do Bush ter sido seu aluno em Harvard).  Entretanto, em linhas gerais, trata-se de um material muito interessante, o qual, os executivos e principalmente os políticos brasileiros deveriam ler e refletir. Para então, se a consciência lhes permitir, mudar a maneira de agir.

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