Atualmente vivemos em uma sociedade onde cada vez mais precisamos ser criativos e ter idéias inovadoras. E a cada dia que passa, o trabalho físico que outrora era executado por nós seres humanos, passa a ser executado por máquinas. E as atividades mentais repetitivas, são transferidas aos computadores. Estamos vivendo a era Pós-Industrial. Durante dois séculos, tempo que durou a sociedade industrial (1750-1950), o maior desafio foi a eficiência, isto é, fazer o maior número de coisas no menor tempo. Assim, o ritmo de vida deixou de ser controlado pelas estações do ano e tornou-se mais dinâmico. Enquanto a agricultura precisou de dez mil anos para produzir a indústria, esta precisou de apenas 200 anos para gerar a sociedade ou era Pós-Industrial.
Embora não se tenha uma exatidão, pode-se dizer que a sociedade pós-industrial nasceu com a Segunda Guerra Mundial, a partir do aumento da comunicação entre os povos, com a difusão de novas tecnologias e com a mudança da base econômica. Um tipo de sociedade já não baseada na produção agrícola, nem na indústria, mas na produção de informação, serviços, símbolos e estética.
A sociedade pós-industrial provém de um conjunto de situações provocadas pelo advento da indústria, tais como o aumento da vida média da população, o desenvolvimento tecnológico, a difusão da escolarização e difusão da mídia.
Esta sociedade se diferencia muito da sociedade industrial e isso se percebe claramente no setor de serviços, que absorve hoje cerca de 60% da mão-de-obra, total, mais que a indústria e a agricultura juntas, pois o trabalho intelectual é muito mais freqüente que o manual e a criatividade, mais importante que a simples execução de tarefas. Antes era a padronização das mercadorias, a especialização do trabalho. Agora o que conta é a qualidade da vida, a trabalho intelectual e a otimização do tempo e do espaço, ou seja, fazer uma mesma coisa em tempos e lugares diferentes (simultaneidade). Assim como propõe Domenico de Mais, em seu livro “O ócio criativo”, quando diz que devemos desenvolver atividades onde ao mesmo tempo: trabalhamos, estudamos e usufruímos do lazer.
Com o advento dessa nova era, muitos países menos desenvolvidos não produzem produtos pós-industriais, mas sim, produtos agrícolas e industriais. Entretanto, consomem produtos agrícolas, industriais e pós-industriais. Enquanto do outro lado, existe apenas um pequeno grupo de países pós industriais na produção e no consumo. Fato que nos permite pensar que o mundo é governado por uma minoria de países, como por exemplo: Japão, Alemanha, EUA etc.
Com o fim da Guerra Fria, uma pequena parte do planeta, responsável por cerca de 15% da população mundial, fornece quase todas as inovações tecnológicas existentes. Uma segunda parte, que engloba talvez metade da população mundial, está apta a adotar essas tecnologias nas esferas da produção e do consumo. A parcela restante, que cobre por volta de um terço da população mundial, vive tecnologicamente marginalizada — não inova no âmbito doméstico, nem adota tecnologias externas.
O que podemos dizer sobre esse processo de evolução da sociedade, é que o “capital físico”, que era a variável chave nas épocas agrícola e industrial, passa a ceder espaço para ao que chamamos de “capital humano”. Onde o conhecimento, a cultura, a arte, a estética e a criatividade, passam ser valorizados, tornando-se os elementos chaves para o processo de evolução.
Referência:
LUCCI, Elian Alabi. A Era Pós-Industrial, a Sociedade do Conhecimento e a Educação para o Pensar. Saraiva.
Disponivel em: http://www.hottopos.com/vidlib7/e2.htm
Acesso em: 03 out. 2007.
1 Setembro, 2008 às 3:45 pm
Coincido con Domenico de Massi en quanto se refiere al Brasil como ejemplo de criatividad social, lo que traería beneficios a este pais.Pero otros como Perú su criatividad se orientaría: al cultural,al turismo de aventura,de costumbres indígenas etc.Pero de Massi olvida que si los pueblos no se educan y culturizan entonces la criatividad vistos con esos ojos dejaría de ser una ventaja, no se tendría capacidad para sotenerlos como fuentes de ingresos a un pais.Nuestros paises deben invertir en educación a fin de tener el mayor número de profesionales de alta graduación: masters ,doctorados, Ph.Ds en criatividad y turismo,en biotecnología para el mejoramiento de vegetales y animales, etc y poder mantenerse como buenos mercados, de este modo se lograraría bienestar.Atentamente