O problema é colocar em prática!

ansoff.jpg 

 

Traçando um paralelo com a frase de H. Igor Ansoff, exposta acima, com a utilidade do Balanced Scorecard, entendo que o mais difícil dentro de uma corporação, e porquê não dizer, até mesmo em nossas vidas, não é elaborarmos um plano ou uma estratégia. E sim, colocar esse plano ou estratégia elaborada em prática.

O Balanced Scorecard, é um modelo de gestão que através de conjunto de objetivos, indicadores, metas e projetos estratégicos, direciona o comportamento e a performance da empresa em direção à visão e à estratégia definida.

Como principais utilidades deste modelo de gestão, podemos dizer que ele busca:

    • Esclarecer e obter consenso em relação à estratégia – permitindo que todos conheçam e sejam envolvidos positivamente à estratégia;
    • Comunicar a estratégia a toda a empresa – deixando claro para toda a organização, quais são as metas e objetivos da empresa, bem como o papel de cada um dentro do processo;
    • Alinhar as metas departamentais e pessoais à estratégia – motivando os funcionários em busca de um direcionamento comum;
    • Associar os objetivos estratégicos com metas de longo prazo e orçamentos anuais – para que se tenha definido onde, quando e como se quer chegar;
    • Identificar e alinhar as iniciativas estratégicas – para que se obtenham melhores resultados, e evitem-se gastos e sobreposição de ações;
    • Realizar revisões estratégicas periódicas e sistemáticas – para que sejam corrigidos possíveis desvios, ou mesmo um melhor alinhamento devido à mudança de alguma variável;
    • Obter feedback para aprofundar o conhecimento da estratégia e aperfeiçoá-la – permitindo um continuo aprimoramento da estratégia.

Em resumo, podemos dizer que o Balanced Scorecard, através de seus objetivos, metas, indicadores etc., pode ser entendido como uma forma de promover uma estratégia já definida. Colocando-a em prática de forma estruturada, envolvendo todos os níveis da empresa, facilitando a identificação de pontos fracos e fortes da estratégia e permitindo um acompanhamento bem próximo dos resultados.

Referências:

MARANHÃO, Tácito. Gestão Estratégica de Negócios. São Paulo: FIAP

Wikipédia.
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Balanced_Scorecard
Acesso em: 30 out. 2007

É hora de parar de reclamar e crescer!

Resenha de:
GRANADEIRO, Cláudia. O ritmo ainda é lento.
São Paulo, 2001.
Disponível em:
http://veja.abril.com.br/051201/entrevista.html
Acesso em: 22 out. 2007.

 “O ritmo ainda é lento”. Esse é título da entrevista concedida por aquele que é considerado o “guru” da estratégia. A entrevistadora, Cláudia Granadeiro, antes de iniciar as perguntas, traz uma breve apresentação sobre o empresário, acadêmico, escritor e “estrategista”, Michael Porter.
A entrevista abrange diversos assuntos, iniciando pela visão de Porter a respeito do Brasil, onde o mesmo cita que o país é importante para a economia mundial, entretanto, ainda é visto como uma promessa que parece nunca se realizar.

Questionado sobre a mentalidade negativa do empresariado brasileiro, Porter diz que falta confiança por parte dos empresários, e que os mesmos sempre tiveram foco no imediato, e que para obter o sucesso, é necessário pensar a longo prazo.
Dando continuidade, são abordados dois assuntos: o primeiro é a dependência do Brasil no que diz respeito à exportação de produtos primários, e o segundo é o processo de descentralização industrial em nosso país.

Na seqüência, Porter defende os EUA, dizendo que o país não é protecionista, conforme declarado pelo ex-presidente brasileiro FHC, justificando que os americanos têm um déficit de centenas de bilhões de dólares.

Logo em seguida, ele diz que a maior parte dos problemas brasileiros é interna, e que é hora de parar de reclamar e crescer. Cita ainda, que o principal do nosso país é não saber lidar com as reformas microeconômicas. Além de criticar o complexo sistema tributário brasileiro e a burocracia, que torna complicado fazer negócios no país, atrapalhando inclusive as exportações.

Porter diz ainda que as empresas confundem eficácia operacional com posicionamento estratégico, e cita também os principais erros estratégicos das empresas. Além disso, fala que a estratégia deve ser de conhecimento de todos os funcionários, para que a empresa saiba em que direção está indo.

Para fugir da imitação de produtos e serviços, Porter afirma que as empresas precisam conhecer bem seus clientes, e oferecer produtos/serviços diferenciados. Além disso, defende que é extremamente perigoso apostar na incompetência do concorrente, pois todas as empresas estão investindo na melhoria da qualidade e treinamento.

Finalizando a entrevista, ele fala acerca dos aspectos positivos e negativos do Brasil. Sobre os anos 90, que sob sua perspectiva foi uma década ruim para a estratégia. Discorre ainda sobre a economia mundial após ataques terroristas de 11 de setembro, e encerra fazendo uma avaliação positiva da ação do presidente George W. Bush frente ao terrorismo
 

A conclusão que tiro sobre a entrevista, é que os assuntos abordados vêm apenas a reforçar o que estamos cansados de saber, e que aparentemente é totalmente obscuro aos nossos governantes. Registro também uma crítica a Porter, que peca em dois pontos: ao defender o protecionismo americano e ao ser parcial no comentário referente ao Bush (talvez pelo fato do Bush ter sido seu aluno em Harvard).  Entretanto, em linhas gerais, trata-se de um material muito interessante, o qual, os executivos e principalmente os políticos brasileiros deveriam ler e refletir. Para então, se a consciência lhes permitir, mudar a maneira de agir.